Perto de recorde negativo, Coração Valente deseja repetir feito de 2008

Na Libertadores daquele ano, Washington marcou duas vezes contra o São Paulo e colocou o Flu na semi após maior seca da carreira: oito jogos

No mercado do futebol, Washington é o chamado “tiro certo”. Com o Coração Valente, não há problema de adaptação, lesão ou qualquer outro empecilho. Onde vai, ele faz gols. Foi assim na Ponte Preta, Paraná, Atlético-PR, Fenerbahçe, futebol japonês, São Paulo e, obviamente, no Fluminense. Pelo Tricolor carioca, foram 74 jogos e 45 gols. Média de 0,60 por partida. Das duas passagens nas Laranjeiras, no entanto, o atacante guarda uma recordação ruim: o recorde de oito partidas em branco, em 2008. Marca que está próxima de se repetir.Há sete jogos sem marcar, Washington, com a experiência de quem tem 35 anos de vida, quase 18 como jogador profissional, mantém a calma, mas não nega que a seca o incomoda. Neste domingo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, ele terá a chance de não igualar a marca negativa, contra o Botafogo, pela 30ª rodada do Brasileirão. Um golzinho basta. E o atacante pega o fim do último jejum como exemplo para ser mais uma vez decisivo.

Se os oito jogos em branco entraram para sua história pessoal, a forma como encerrou esta má fase o eternizou no Fluminense. Foi com os dois gols marcados contra o São Paulo nas quartas de final da Libertadores de 2008, o último deles salvador e no minuto final da vitória por 3 a 1.

Preciso passar por esse momento de forma natural. Não posso me desesperar. O gol vai sair no momento certo. É importante que eu fique tranquilo”
Washington

– Isso acontece. Durante um ano acontecem muitos jogos. É normal para os atacantes. Podem tirar uma média com todos que sempre há um período incômodo. O que aconteceu em 2008 pode até servir de exemplo. Espero que o gol aconteça o mais rápido possível. Preciso passar por esse momento de forma natural. Não posso me desesperar. O gol vai sair no momento certo. É importante que eu fique tranquilo.

Ciente de que a tranquilidade é o caminho para os gols, Washington encara a má fase com naturalidade.

– O que mais me preocupa é o Fluminense conseguir as vitórias. Isso é o mais importante. A última vez que fiquei tanto tempo assim sem marcar foi no Fluminense, em 2008. Acho que foi o maior jejum da minha carreira. Não aconteceu isso no São Paulo. Mas faz parte do futebol, faz parte do bom atacante. Não dá é para se desesperar, senão o número de jogos só aumenta a o cara fica sem confiança.

Para ajudar o Coração Valente a reencontrar o caminho das redes, o Fluminense tem um reforço de peso para o Clássico Vovô: Emerson, desfalque nas últimas 10 partidas. Com o Sheik como companheiro, Washington marcou quatro dos oito gols que tem pelo clube na competição.

O atacante, no entanto, não quis condicionar o jejum de gols a ausência do parceiro e fez questão de elogiar Rodriguinho.

– Não vejo relação nisso. Não deixo de fazer gol por um ou outro jogador. Claro que o Emerson é um grande atleta, vinha vivendo uma fase muito boa antes de se lesionar e estávamos entrosados. Lógico que sinto falta. Mas vejo o Rodriguinho muito bem também. Ele fez gols. Infelizmente, eu não consegui, mas isso é um acaso.

Com 52 pontos, o Fluminense é o segundo colocado do Brasileirão, atrás do Cruzeiro, que tem 54.

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