Washington justifica má fase: ‘Se não passasse por isso, seria o Pelé’

Atacante, que não faz gols há oito jogos, diz perder o sono com a situação e que, quando consegue dormir, sonha que está balançando as redes

Aos 35 anos, experiência no futebol é o que não falta para Washington. Talvez por isso, o atacante do Fluminense encare com naturalidade a má fase que o persegue há um bom tempo. Se dedicação nos treinamentos é o que não falta – só nesta quinta foram 45 minutos de trabalhos de finalização -, a sorte tem passado longe, e o Coração Valente igualou na última rodada um recorde negativo em sua carreira: oito partidas sem fazer gols. Algo que ele considera normal, pelo menos para os meros mortais.

Em entrevista coletiva nas Laranjeiras, o dono da camisa 99 do Tricolor usou o Rei do Futebol para lembrar que altos e baixos fazem parte da carreira da maioria dos jogadores e prometeu não medir esforços para chutar a má fase para dentro do gol do Atlético-PR, neste domingo, às 16h (de Brasília), na Arena da Baixada, pela 31ª rodada do Brasileirão.

– É normal. Se eu não passasse por uma fase como essa, meu nome seria Pelé. Só ele para não passar por isso, e olhe lá. Se perguntarmos é capaz dele dizer que passou. O mais importante no momento é o título do Fluminense. Conta mais do que meus gols. E eu me cobro mais do que o torcedor no dia a dia. Após os treinos, fico chutando, cabeceando, para melhorar, para não perder o faro de gols.

A tranquilidade com que encara o momento ruim, no entanto, não impede o atacante de se incomodar, e muito, com a situação. Washington admitiu que tem sido difícil relaxar após cada partida em branco.

Eu sou assim. Perco o sono. Principalmente depois dos jogos, quando fico vendo as imagens das oportunidades que tive e não fiz, de que maneira poderia fazer. Mas é preciso manter a calma e a tranquilidade. Não posso me afobar.”
Washington, atacante do Flu

– Eu sou assim. Perco o sono. Principalmente depois dos jogos, quando fico vendo as imagens das oportunidades que tive e não fiz, de que maneira poderia fazer. Mas é preciso manter a calma e a tranquilidade. Não posso me afobar. Daqui a pouco, começa a entrar e não para mais.

Se a falta de gols é capaz de tirar o sono do atacante, quando ele consegue dormir o futebol permanece em sua mente. Nos sonhos, os gols são muitos.

– No meu sonho só sai gol bonito (risos). Lógico que fico imaginando as situações, em como vai acontecer, mas nunca sai como pensamos. Tenho que estar preparado para todas as situações.

Em 2008, o Coração Valente passou pelo mesmo período sem balançar as redes e voltou em grande estilo, contra o São Paulo, na Libertadores. Como naquela época, ele tem buscado apoio nos amigos mais próximos e na família para dar a volta por cima.

– Sempre temos o apoio de família, amigos e dos companheiros. Eles sabem o quanto trabalhamos para que tudo dê certo no jogo. Mas no futebol existem essas coisas. Tenho certeza que é um momento que vai passar, os gols vão sair e vou poder ajudar o Fluminense.

Neste domingo, Washington terá Rodriguinho como companheiro de ataque. As estatísticas ao lado do ex-jogador do Santo André, porém, não são boas: ele ainda não balançou as redes quando a dupla iniciou uma partida como titular. Apesar do jejum, o jogador ainda é o artilheiro do Fluminense no Brasileirão, com 10 gols (dois pelo São Paulo).

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