Campeões de 84 exaltam sorte e competência de campeão do Flu

Diferentes gerações têm semelhanças nas campanhas e nas equipes

No papel, as coincidências são muitas. Um time, que tinha como um dos destaques o paraguaio Romerito em 1984, se tornou exemplo para uma geração que tem nos pés de outro estrangeiro, o argentino Darío Conca, a figura mais emblemática da equipe bicampeã brasileira. Curiosamente, nenhum dos dois vestiu a 10 do time.

time posado fluminense campeão 1984 maracanãTime do Fluminense posado antes da semifinal contra o Corinthians, no Maracanã (Foto: Ag. Gazeta Press)

Além do estrangeiro bom de bola, aquele time tinha no ataque um centroavante trombador, finalizador e um pouco desengonçado, às vezes criticado pela torcida. Agora, novamente o time tricolor contou com uma figura semelhante e com o mesmo nome: Washington.

O atual foi contratado durante a competição e assumiu a vaga de Fred, que ficou machucado em boa parte dos jogos por seguidas lesões. E, assim como o xará de 84, viveu um jejum no fim da competição. Mas o de 2010 tem uma fase ainda pior. Enquanto o de 84 ficou apenas quatro sem marcar, o camisa 99 passou em branco em 16 partidas consecutivas na reta final.

Naquele ano, o Tricolor também conquistou o troféu uma temporada após o título do Flamengo. Aliás, isso se repetiu em outro título nacional, o da Copa do Brasil de 2007.

Romerito Fluminense

Apesar de tantas características parecidas, os jogadores de 1984 acreditam que outros fatores ajudaram o time: a sorte e a competência.

– O Fluminense teve sorte de campeão. Me lembro que tivemos momentos que passamos sufoco e não perdíamos (em 1984). A bola batia na trave e quando chegava já estava fácil de defender. Isso é bom nesse ano, porque o time mudou constantemente (devido a lesões) e a sorte ajudou tanto, que continuou na liderança – lembra o ex-goleiro Paulo Victor.

Por outro lado, Delei defende a competência como a chave para o sucesso das equipes.

– Isso é competência de campeão. A nossa equipe era competitiva, já jogava um futebol moderno, que jogaria hoje tranquilamente. Mas era uma equipe que tinha uma defesa mais equilibrada que a de hoje. Hoje tem um time do meio para frente muito bom. E aquela tinha como um todo, que compunha e recompunha muito rápido.

Já para Romerito, um fator fundamental fez com que o Fluminense chegasse ao topo.

– A união do grupo é forte. Mas acho que o time de 84 era mais forte, melhor tecnicamente. Tinha jogadores de muita qualidade. Mas esse time também mereceu.

O zagueiro Duílio preferiu ficar em cima do muro.  Sem acreditar muito nas coincidências, ele acredita que as metas eram parecidas, por isso o Fluminense atingiu seu objetivo.

– Era um campeonato diferente. Não era pontos corridos, eram metas. Era um campeonato completamente diferente. A única coincidência de 84 para hoje é que tínhamos que ganhar todas as partidas, então tínhamos que manter uma regularidade. No mata-mata você tem que ganhar – disse Duílio.

Parreira Bem Amigos

Quem também evitou fazer comparações foi o técnico Carlos Alberto Parreira, treinador do time campeão em 1984.

– Eu não gosto de comparar épocas, são estilos de futebol diferentes. Muita coisa mudou em 26 anos. Esse time atual é bom, mas o time de 84 era muito bom. Tinha o Romerito, Assis, Branco, Washington, Delei. Vários grandes jogadores.

 

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