O que mudou? Melhor do Brasileirão, defesa do Flu vai mal em 2011

Zagueiros são os mesmos, mas desempenho no começo do ano preocupa: são nove gols sofridos em seis partidas pelo Campeonato Carioca

O que aconteceu? O que mudou? Quem errou? As perguntas existem, mas e as respostas? O fato é que, se no Campeonato Brasileiro de 2010 a defesa do Fluminense sofreu apenas 36 gols em 38 jogos, com média de 0,9 por partida, e foi a melhor da competição, neste ano o time de Muricy Ramalho soma nove sofridos em apenas seis jogos no Estadual, média de 1,5. Queda de rendimento ainda mais acentuada se levado em conta que cinco adversários foram clubes de menor investimento.

Os componentes da zaga são os mesmos. Gum e Leandro Euzébio, titulares em grande parte da campanha do título brasileiro do ano passado, mantiveram o posto em 2011. André Luis é o reserva imediato da dupla, assim como em 2010. A mudança ficou por conta da entrada do volante Edinho, ex-Palmeiras, como o principal homem de marcação no meio de campo, função que variava entre Diogo e Valencia.

Provável titular na estreia na Libertadores, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Engenhão, contra o Argentinos Juniors, uma vez que Leandro Euzébio se recupera de torção no tornozelo, André Luis admitiu a queda de rendimento no setor.

– A defesa este ano realmente ainda não esta 100%. Estamos em busca de um melhor entrosamento dentro de campo. Acredito que aos poucos vamos conseguir esse encaixe e o Fluminense voltará a ter um desempenho defensivo igual ao do ano passado. Nossos zagueiros não mudaram.

Três dos nove gols sofridos pelo Flu foram de pênalti. Nenhum deles cometido por zagueiros

O curioso, porém, é que, destes nove gols sofridos, três foram de pênalti. E nenhum cometido pelos zagueiros. No primeiro, diante do Olaria, Valencia foi o responsável pela falta na área. Contra o Cabofriense, Souza se tornou o vilão. Já no clássico com Botafogo, Rafael Moura e Edinho cometeram as infrações, uma delas desperdiçada por Loco Abreu.

Também de bola parada, mas dessa vez de fora da área, saiu o primeiro gol na derrota por 3 a 2 para o Botafogo. Assim como o que foi marcado pelo Duque de Caxias na vitória tricolor por 3 a 1, quando Marlon escorou sozinho cruzamento de cabeça. Na ocasião, o técnico Muricy Ramalho chegou a reclamar do posicionamento do volante Edinho, que deveria estar na marcação e não na barreira.

Com bola rolando, o Tricolor foi vazado em quatro oportunidades, e das mais diversas maneiras. No clássico, um contra-ataque puxado com maestria por Renato Cajá furou a defesa e encontrou Herrera livre na frente de Diego Cavalieri para decretar a virada alvinegra.

De fora da área vieram dois lances. Contra o Olaria, pelo lado esquerdo da defesa, Renan Silva avançou e deixou para Felipe, que chutou firme no canto. No outro lance, na vitória por 3 a 1 sobre o Macaé, Diego Cavalieri deu rebote em chute de longe e Róbson balançou a rede.

Por fim, diante do Cabofriense, Zotti cruzou na área pela esquerda e Capixaba aproveitou desatenção dos defensores para, livre, tocar na saída de Cavalieri. Sendo assim, somente diante do Bangu, no triunfo por 1 a 0, na estreia da Taça Guanabara, o Fluminense não sofreu gols.

Se a defesa tem decepcionado, por outro lado o ataque tricolor tem início de ano arrasador: são 19 gols no Campeonato Carioca, o melhor da competição. Muricy Ramalho, no entanto, busca o equilíbrio. De preferência, já a partir desta quarta. Afinal, como ele mesmo disse: “A Libertadores não perdoa”.

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