Mineiramente, Enderson mantém sono intacto e confiança em alta

Técnico do Flu adota a serenidade como trunfo para superar tensão na véspera de ‘final’ contra Nacional e quer equipe com mesmo comportamento


A inexperiência e o fato de ainda ser um desconhecido no mundo do futebol ficaram em segundo plano. Na véspera da partida mais importante de sua curta carreira como treinador, Enderson Moreira faz prevalecer o jeitinho mineiro para comandar o Fluminense diante do Nacional, nesta quarta, às 21h50m (de Brasília), no Centenário, em Montevidéu, pela quinta rodada do Grupo 3 da Libertadores.

Com voz mansa e serenidade, o paulista radicado ainda na infância em Minas Gerais em nada lembra o nervoso antecessor Muricy Ramalho e trata o confronto decisivo diante dos uruguaios como se fosse apenas mais um. Pelo menos no que diz respeito a rotina. A urgência da vitória, por exemplo, não é capaz de tirar seu sono ou fazê-lo apelar para gritos e feições sisudas. Comportamento que, segundo ele, é importante também para diminuir a tensão dos jogadores.

– Estou dormindo bem. Não adianta sofrer por antecipação. É preciso estar tranquilo, até para passar isso para os atletas. Temos que nos preocupar no que podemos fazer. A partir do momento que os jogadores entram em campo, é com eles. Eles que estão ali para tomar as decisões corretas. Estou ali para auxiliar. Durmo tranquilo. É algo que já me afetou e não afeta mais.

Ciente da responsabilidade do compromisso desta quarta, Enderson acredita que não são necessários fatores extracampo para que o Fluminense entra em campo em clima de decisão. Para o treinador, obrigação de vencer por si só já eleva a adrenalina.

– O jogo em si, pelo momento decisivo que vivemos, já faz com que todo mundo esteja concentrado e motivado para superar as dificuldades. É fundamental vencer para continuarmos vivos.

O comandante tricolor, por outro lado, faz questão de frisar que esta motivação natural não pode ser exagerada. Até mesmo por se tratar de uma partida contra uruguaios, famosos por fazerem uso da catimba e tirarem proveito que qualquer desequilíbrio psicológico dos adversários.

– O lado emocional é muito importante para o jogador. A experiência conta muito, mas é importante alertar para que estejamos somente concentrados em jogar futebol. Se a partida já é difícil, imagine com um problema de expulsão? Temos que viver o jogo com sabedoria e vontade. Tenho percebido os atletas muitos conscientes das responsabilidades e dificuldades.

E a resposta do elenco tem sido positiva neste quesito. Com a colaboração de jogadores experientes como Souza e Deco, Enderson vê a equipe com os nervos controlados.

– Há jogadores com um passado muito vitorioso. Todo mundo que conquista coisas na vida, passa por dificuldades, por pressão. Eles sabem o que esperar quarta-feira. E sabem o quanto é importante estarem tranquilos para executarem com precisão o que devem fazer.

Com cinco pontos, o Fluminense é o terceiro colocado da chave. Os uruguaios do Nacional estão na lanterna, com quatro. Os líderes são Argentinos Juniors, sete, e América do México, seis, que se enfrentam também nesta quarta, às 23h50m (de Brasília), no estádio Azteca, na capital mexicana.

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