Flu apático deixa sonho da Libertadores para trás

Tricolor perde por 3 a 0 para o Libertad em Assunção e está fora da competição

E quando ninguém esperava, o Fluminense, time de guerreiros, das causas impossíveis, deixou uma classificação praticamente garantida escapar. Com um futebol apático, longe da raça e superação característica nos últimos tempos, o Tricolor perdeu por 3 a 0 para o Libertad-PAR, nesta quarta-feira, no Defensores Del Chaco, e está fora da Copa Santander Libertadores. Final trágico para quem, há duas semanas, celebrava uma conquista quase impossível.

Rojas, Samudio e Nuñez, todos no segundo tempo, marcaram os gols da heroica classificação da equipe paraguaia, que nas quartas de final enfrenta ou Velez (ARG) ou a LDU (EQU), que decidem a vaga nesta quinta-feira. No primeiro duelo, os argentinos venceram em casa por 3 a 0.

Ao Fluminense, resta agora levantar a cabeça e se preparar para a disputa do Campeonato Brasileiro. A estreia será no próximo dia 22, contra o São Paulo, no Engenhão.

VALE-TUDO EM ASSUNÇÃO

O Fluminense entrou em campo com uma confortável vantagem contra os paraguaios do Libertad. Com isso, ao contrário da tônica do time até então (nos últimos jogos, era o Flu que corria atrás do resultado), a equipe brasileira esperou pela agressão adversária.

E foi o que o Libertad procurou fazer desde o início. Com três atacantes fixos (Gamarra, Maciel e Pavlovich), o time comandado por Gregório Pérez tentou explorar incessantemente as jogadas de linha de fundo. E conseguiu fazer com certa facilidade.

Pela direita, Gamarra e Bonet tabelavam; pela esquerda, Samudio e Maciel. Das duas pontas saíram 13 cruzamentos só na primeira etapa. Sorte do Flu que a defesa, desta vez, estava bem atenta às bolas aéreas. Assim, os lances perigosos dos anfitriões ficaram com os arremates de longe. Aquino, Gamarra e Cáceres arrancaram suor do goleiro Ricardo Berna, que, entre uma espalmada e outra, conseguiu se virar bem até o intervalo.

Já o Fluminense foi literalmente levado a nocaute. A primeira baixa foi a do volante Valencia, que, logo aos 17 minutos, teve de deixar o gramado sentindo dores na virilha esquerda. Em seu lugar, entrou Diogo, que, com uma cabeçada na trave, protagonizou o melhor momento tricolor no primeiro tempo.

Logo na sequência, Fred também sentiu o golpe. Ao disputar uma bola pelo alto, foi atingido no supercílio esquerdo pelo zagueiro Canuto. O artilheiro ficou ferido, mas estancou o sangramento com uma faixa e voltou para a batalha. Pouco depois, o lateral-direito Mariano também foi agredido e ficou um tempo caído no gramado. Em nenhum dos lances, o árbitro Roberto Silveira advertiu os jogadores paraguaios.

FLU BOBEIA E DEIXA SONHO PARA TRÁS

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, mas num ritmo muito maior. Se antes o Fluminense era ameaçado, agora, sua área se tornava alvo de bombardeio. Com dez minutos, o Libertad criou pelo menos três chances claras. Na mais perigosa, Gamarra passou pelas costas de Julio Cesar e cruzou rasteiro, Berna ficou vendido e Pavlovich só não abriu o placar porque não alcançou a bola na tentativa de finalização.

Aos oito minutos, Gregorio Pérez colocou o meia Rojas no lugar do volante Ayala. Vinha mais chumbo grosso para o Flu. Quatro minutos depois, o próprio Rojas acertou um arremate potente de canhota, Berna esticou o braço, mas não conseguiu evitar: o Libertad, enfim, furava o bloqueio brasileiro.

A vantagem, de certa forma, acalmou os brios do time da casa. Bom para o Fluminense, que conseguiu recuparar espaços e voltou a agredir. Aos 28 minutos, o atacante Fred teve a chance de liquidar a fatura. O camisa 9 recebeu livre de Marquinho, dominou, mas, de frente para o gol, finalizou por cima.

A partida, então, começou a ficar mais para a equipe brasileira. Mesmo fechado, o Tricolor continha com eficiência as jogadas ofensivas e, de quebra, aproveitava os contra-ataques em velocidade.

Mas, aos 40 minutos, veio o castigo. Samudio chutou de fora, outra vez, Berna aceitou. E o Flu deixou que o inacreditável entrasse em cena outra vez. O Libertad conseguia o resultado e, naquele momento, assegurava a classificação.

Enderson, então, colocou Rodriguinho no lugar de Diguinho. O time foi para o desespero. Não deu. No último minuto, Nuñez ainda marcou o terceiro para os paraguaios, selando a tragédia tricolor.

FICHA TÉCNICA:
LIBERTAD (PAR) 3 X 0 FLUMINENSE

Estádio: Defensores del Chacos, Assunção (PAR)
Data/hora: 4/5/2011 – 21h50min (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (Fifa-URU)
Auxiliares: Mauricio Espinoza (Fifa-URU) e Marcelo Costa (Fifa-URU)

Cartões amarelos: Pavlovich, Ayala, Samudio (LIB); Berna, Marquinho, Diguinho, Conca (FLU)

Cartão vermelho: Mariano, aos 47’/ 2ºT (FLU)

Gol: Rojas aos 12’/2ºT; Samudio, aos 40’/ 2ºT e Nuñez, aos 45’/ 2ºT (LIB)

LIBERTAD (PAR): Vargas; Bonet, Portocarrero, Canuto e Samudio; Ayala (Rojas, aos 8’/ 2ºT), Cáceres, Aquino e Gamarra (Nuñez, aos 29’/ 2ºT); Maciel (Orue, aos 36’/ 2ºT) e Pavlovich. Técnico: Gregorio Pérez.

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar; Valencia (Diogo, aos 17’/ 1ºT), Diguinho (Rodriguinho, aos 43’/ 2ºT), Marquinho e Conca; Rafael Moura (Araújo, aos 28’/ 2ºT)e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

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